Impressionante! Mais de 1 milhão de pessoas assinaram a petição -- nossa grande entrega na ONU será na terça-feira. Vamos chegar em 1.200.000 assinaturas. Assine abaixo e encaminhe para todos!
Queridos amigos,
O povo palestino está pedindo ao mundo que reconheça a Palestina como um Estado. Mais de 120 países já abraçaram essa iniciativa, mas os EUA e Israel estão tentando impedir. Os líderes europeus estão em cima do muro. Em 24h, a proposta vai ser apresentada na Assembleia Geral da ONU. Se conseguirmos persuadir a Europa a apoiar esse apelo legítimo e não violento agora, isso pode incentivar uma mudança dramática rumo à paz. Clique para assinar a petição urgente:
Em menos de 24 horas, a Assembleia Geral da ONU vai se reunir e o mundo terá a oportunidade de abraçar uma nova proposta que poderá mudar a maré de décadas de fracassadas negociações entre Israel e Palestina: o reconhecimento do estado da Palestina pela ONU.
Mais de 120 nações do Oriente Médio, África, Ásia e América Latina já abraçaram essa iniciativa, mas a ala direita do governo de Israel e os EUA estão tentando bloquear esse processo. A Europa ainda está indecisa. Somente um massivo empurrão público poderia incentivar esse bloco a votar com o resto do mundo nessa oportunidade única de acabar com 40 anos de ocupação militar.
Iniciativas americanas fracassaram por décadas, enquanto Israel confinou os Palestinos a pequenas áreas, confiscou suas terras e bloqueou sua independência. Essa nova corajosa iniciativa poderá ser a melhor oportunidade para se iniciar a resolução desse conflito. Nós temos apenas 24 horas para convencer a Europa para abraçar a proposta de independência e deixar claro que os cidadãos ao redor do mundo apoiam esse apelo legítimo, não violento e diplomático. Assine a petição e envie para todos -- vamos alcançar 1.200.000 assinaturas:
http://www.avaaz.org/po/independence_for_palestine_en/?vl
Apesar das raízes dos conflitos entre Israel e Palestina serem complexas, a maioria das pessoas de todos os lados concordam que o melhor caminho para paz é a criação de dois estados. Entretanto, repetidos processos de paz têm sido enfraquecidos por violência em ambos os lados, a construção extensiva de assentamentos feita por Israel na Cisjordânia, além do bloqueio humanitário na Faixa de Gaza. A ocupação de Israel diminuiu e fragmentou o território palestino e tornou a vida dos palestinos uma prova diária. A ONU, o Banco Mundial e o FMI anunciaram recentemente que os palestinos estão prontos para governar um estado independente, mas disseram que o grande empecilho para o sucesso é a ocupação de Israel. Até mesmo o presidente dos EUA pediu para que os assentamentos tivessem um fim e retornassem às fronteiras de 1967 com a troca acordada de terras, mas o primeiro-ministro israelense Netanyahu se recusou furiosamente a cooperar.
É chegada a hora de mudar dramaticamente de processos de paz fúteis para um novo caminho para o progresso. Enquanto os governos de Israel e EUA estão chamando a iniciativa de “unilateral” e perigosa, na verdade, as nações mundiais definitivamente apoiam esse movimento diplomático não-violento. Um reconhecimento global da Palestina poderia acabar com o discurso de extremistas que dizem que a violência é a única solução, além de promover um movimento de crescimento sem violência palestino-israelense em sintonia com a dinâmica democrática de toda a região. Mais importante, o reconhecimento resgataria um caminho para uma solução negociada, e permitiria o acesso dos palestinos à uma variedade de instituições internacionais que podem ajudar a avançar a liberdade palestina, e enviar um sinal claro para o governo pró-assentamento de Israel que o mundo deixará de aceitar sua impunidade e intransigência.
Por muito tempo, Israel enfraqueceu a esperança por um estado palestino. Por muito tempo, os EUA os apaziguou, e por muito tempo a Europa se escondeu atrás dos EUA. Agora, a Europa está em cima do muro em relação à legitimidade do estado palestino. Temos apenas 24 horas para alcançar 1.200.000 assinaturas. Vamos apelar aos líderes europeus, para que eles fiquem do lado correto da história e apoiem a declaração palestina de liberdade e independência, com apoio esmagador, e ajuda financeira. Assine a petição urgente para a Europa apoiar esse passo para uma paz duradoura entre Israel e Palestina:
http://www.avaaz.org/po/independence_for_palestine_en/?vl
A legitimidade do estado palestino não vai trazer uma solução para esse conflito rebelde do dia pra noite, mas o reconhecimento vai mudar a dinâmica e começará a destravar as portas para a liberdade e paz. Por toda a Palestina, as pessoas estão se preparando com esperança e expectativa para recuperar uma liberdade que eles jamais conheceram. Vamos nos unir a eles e pressionar nossos líderes para fazerem o mesmo, assim como apoiaram o povo do Egito, Síria e Líbia.
Com esperança e determinação,
Alice, Ricken, Stephanie, Morgan, Pascal, Rewan e toda a equipe da Avaaz
MAIS INFORMAÇÕES
Quase 130 nações já reconhecem independência palestina (Estado de S. Paulo)
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,quase-130-nacoes-ja-reconhecem-independencia-palestina,757443,0.htm
China manifesta apoio a Estado palestino (Diário do Grande ABC)
http://www.dgabc.com.br/News/5909186/china-manifesta-apoio-a-estado-palestino.aspx
Palestinos lançam campanha por reconhecimento na ONU (Folha de S. Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/972056-palestinos-lancam-campanha-por-reconhecimento-na-onu.shtml
Fonte Plural é um espaço aberto ao debate sobre política nacional e internacional, artes e produção cultural. Dalva Teodorescu comenta notícias da chamada “grande imprensa” e temas de sociedade em geral. Sandro Pimentel divulga informações sobre artes visuais e produção cultural. Fernando Cardoso trará notícias de Teatro, Cinema e Gastronomia. Outros colaboradores trarão temas como Saúde Pública, Arquitetura, Drogas e Sociedade, Diversidade Sexual e Gênero.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Fiel a ela mesma, a Folha faz o jogo do dedo duro
Por Dalva Teodorescu
Um dia depois de Fernando de Barros e Silva criticar a revista Veja de praticar “catecismo raivoso de direita", a Folha mostra o quanto demagogo é o comentário. Na verdade, a Folha é o jornal do Brasil que mais se iguala às práticas da Veja. O pior é que o faz travestido de esquerda.
A capa da Folha com foto de Cesare Battisti, com manchete a Dolce vida clandestina" é digna somente de Folha e Veja.
Com a manchete, a Folha assume o papel de “dedo duro” com fato sem fundamento jurídico.
Cesare Battisti está em situação legal perante a justiça brasileira. Para que então essa capa?
Aliás, a chamada de capa denota o pouco de respeito dos editores com a repórter que realizou matéria bastante correta, é de se reconhecer.
Na matéria interna Battiti diz ter se isolado para se reconstruir, como pessoa e como cidadão, e a chamada dizendo que " ex guerrilheiro esconde sua identidade" choca também porque contraria essa necessidade do escritor.
O que busca a Folha com isso? Que público procura atingir? A quem ela busca agradar?
Acompanhei a estadia de Battisti na França, durante o governo Mitterrand. O ex-presidente francês sempre defendeu que se a Itália não revisse o processo de Battiti, acusado sob regime de delação premiada ,ele não o entregaria.
Foi esse também o argumento usado pelo Brasil. A Itália sempre negou a rever o processo.
Jaques Chirac assumiu a presidência e atendeu ao pedido de extradição da Itália. Toda a esquerda francesa se manifestou em apoio a Battiti, principalmente setores da imprensa. Não adiantou. O italiano então fugiu da França com a ajuda de escritores, simpatizantes da esquerda francesa.
Enquanto viveu na França, por vontade do governo de Mitterrand, Battiti não era visto como criminoso, mas como cidadão, como todo francês. Publicava seus livros e o apresentava na imprensa. Não era vigiado nem delatado, como está fazendo a Folha.
Em muitas situações, países ocidentais, por puro racismo, aplicam a dupla pena aos imigrantes condenanados pela justiça. Depois de cumprir pena em prisão são expulsos pelo governo.
No Brasil, Battiti cumpre a dupla pena: a da justiça, perante a qual está em situação legal, e a da imprensa que continua a condená-lo e a caçá-lo, como um animal acurralado.
A Itália ainda pede a extradição de outra ex-terrorista vivendo na França, que recusa de lhe entregar. Curiosamente a Itália não fez o mesmo escândalo. Talvez porque não tenha tido o apoio da mídia local, como aqui.
Do mesmo modo, a Itália se recusa a extraditar um general Paraguaio e ninguém a contesta.
Depois quando se fala em REGULAMENTAÇÂO da mídia, a Folha grita CONTROLE e CENSURA.
Em todos os países democráticos e civilizados existe regulamentação da mídia. Que o Brasil também atinja sua maturidade democrática.
Um dia depois de Fernando de Barros e Silva criticar a revista Veja de praticar “catecismo raivoso de direita", a Folha mostra o quanto demagogo é o comentário. Na verdade, a Folha é o jornal do Brasil que mais se iguala às práticas da Veja. O pior é que o faz travestido de esquerda.
A capa da Folha com foto de Cesare Battisti, com manchete a Dolce vida clandestina" é digna somente de Folha e Veja.
Com a manchete, a Folha assume o papel de “dedo duro” com fato sem fundamento jurídico.
Cesare Battisti está em situação legal perante a justiça brasileira. Para que então essa capa?
Aliás, a chamada de capa denota o pouco de respeito dos editores com a repórter que realizou matéria bastante correta, é de se reconhecer.
Na matéria interna Battiti diz ter se isolado para se reconstruir, como pessoa e como cidadão, e a chamada dizendo que " ex guerrilheiro esconde sua identidade" choca também porque contraria essa necessidade do escritor.
O que busca a Folha com isso? Que público procura atingir? A quem ela busca agradar?
Acompanhei a estadia de Battisti na França, durante o governo Mitterrand. O ex-presidente francês sempre defendeu que se a Itália não revisse o processo de Battiti, acusado sob regime de delação premiada ,ele não o entregaria.
Foi esse também o argumento usado pelo Brasil. A Itália sempre negou a rever o processo.
Jaques Chirac assumiu a presidência e atendeu ao pedido de extradição da Itália. Toda a esquerda francesa se manifestou em apoio a Battiti, principalmente setores da imprensa. Não adiantou. O italiano então fugiu da França com a ajuda de escritores, simpatizantes da esquerda francesa.
Enquanto viveu na França, por vontade do governo de Mitterrand, Battiti não era visto como criminoso, mas como cidadão, como todo francês. Publicava seus livros e o apresentava na imprensa. Não era vigiado nem delatado, como está fazendo a Folha.
Em muitas situações, países ocidentais, por puro racismo, aplicam a dupla pena aos imigrantes condenanados pela justiça. Depois de cumprir pena em prisão são expulsos pelo governo.
No Brasil, Battiti cumpre a dupla pena: a da justiça, perante a qual está em situação legal, e a da imprensa que continua a condená-lo e a caçá-lo, como um animal acurralado.
A Itália ainda pede a extradição de outra ex-terrorista vivendo na França, que recusa de lhe entregar. Curiosamente a Itália não fez o mesmo escândalo. Talvez porque não tenha tido o apoio da mídia local, como aqui.
Do mesmo modo, a Itália se recusa a extraditar um general Paraguaio e ninguém a contesta.
Depois quando se fala em REGULAMENTAÇÂO da mídia, a Folha grita CONTROLE e CENSURA.
Em todos os países democráticos e civilizados existe regulamentação da mídia. Que o Brasil também atinja sua maturidade democrática.
As moscas na Folha ou: a ilustração que constrange
Por Dalva Teodorescu
A Folha não consegue fazer nada com elegância, ou com classe, como se diz. Lembra aqueles que para mostrar posses, exageram na maquiagem, nos apetrechos, na opulência.
Seus títulos têm sempre uma palavra a mais do que o evidente
Existe um ditado francês que diz: "La culture est comme la confiture, moins on en a plus o l’étale". Ou seja, a cultura é como a geleia, menos se tem mais se estende.
No caso presente me refiro á ilustração das moscas, de Andrés Sandoval, ao artigo do ex-ministro José Dirceu, publicado pelo jornal. É a ilustração que ultrapassa o bom senso. Denota a pobreza de espírito do conselho editorial do jornal.
Quem seriam as moscas? Os editores da Folha? Seus articulistas?
A Folha não conseguiu a elegância do Jornal de Heródoto Barbeiro, que entrevistou Dirceu em seu Jornal na Record News. Com perguntas incisivas, mas com respeito e profissionalismo, realizou “momento histórico da TV brasileira”, nas palavras do grande jornalista e homem de comunicação, Nirlando Beirão.
Segundo Beirão, matérias como a da Veja acabam fazendo de Dirceu um herói, prevendo de antemão que, depois da matéria, o ex-ministro seria ovacionado no congresso do PT.
Heródoto foi pioneiro em quebrar o banimento imposto a José Dirceu, pela TV. Hoje será a vez de Kennedy Alencar o entrevistar em seu programa da Rede TV.
A Folha não ia perder ponto se não colocasse a ilustração, ao contrário, sairia engrandecida com o justo espaço dado para resposta de José Dirceu.
Mas seu compromisso com forças do além (vai saber quais) a impedem de gesto de grandeza e de honestidade jornalística.
A Folha não consegue fazer nada com elegância, ou com classe, como se diz. Lembra aqueles que para mostrar posses, exageram na maquiagem, nos apetrechos, na opulência.
Seus títulos têm sempre uma palavra a mais do que o evidente
Existe um ditado francês que diz: "La culture est comme la confiture, moins on en a plus o l’étale". Ou seja, a cultura é como a geleia, menos se tem mais se estende.
No caso presente me refiro á ilustração das moscas, de Andrés Sandoval, ao artigo do ex-ministro José Dirceu, publicado pelo jornal. É a ilustração que ultrapassa o bom senso. Denota a pobreza de espírito do conselho editorial do jornal.
Quem seriam as moscas? Os editores da Folha? Seus articulistas?
A Folha não conseguiu a elegância do Jornal de Heródoto Barbeiro, que entrevistou Dirceu em seu Jornal na Record News. Com perguntas incisivas, mas com respeito e profissionalismo, realizou “momento histórico da TV brasileira”, nas palavras do grande jornalista e homem de comunicação, Nirlando Beirão.
Segundo Beirão, matérias como a da Veja acabam fazendo de Dirceu um herói, prevendo de antemão que, depois da matéria, o ex-ministro seria ovacionado no congresso do PT.
Heródoto foi pioneiro em quebrar o banimento imposto a José Dirceu, pela TV. Hoje será a vez de Kennedy Alencar o entrevistar em seu programa da Rede TV.
A Folha não ia perder ponto se não colocasse a ilustração, ao contrário, sairia engrandecida com o justo espaço dado para resposta de José Dirceu.
Mas seu compromisso com forças do além (vai saber quais) a impedem de gesto de grandeza e de honestidade jornalística.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Potencias Ocidentais brigam pelo Petróleo do Kadafi .
Por Dalva Teodorescu
Nem bem terminada a matança na Líbia, as potências ocidentais se reúnem para dividir a carniça: ou seja, o petróleo e a reconstrução do país.
A França quer abocanhar um bom pedaço, afinal a Total francesa só tem 5 poços de petróleo no país. A Inglaterra e EUA não vão ficar por menos. Quanto à Itália, já deixou claro que era dominante no mercado da Líbia e que não quer perder nada, nada. Ao contrário.
A OTAN disse que vai ficar o tempo que precisar. Tudo em nome da proteção dos civis.
Na verdade é o tempo necessário para as potências se estabelecerem e se apropriarem do Petróleo Líbio.
Já vimos esse filme no Iraque. O Brasil tem razão em esperar a decisão da ONU antes de apoiar o que chamam romanticamente de Rebeldes.
As primarias na França contrasta com posição dos partidos brasileiros
Por Dalva Teodorescu
Enquanto, o PT faz tudo para evitar as primarias para escolha do candidato à prefeitura e São Paulo, na França, as primárias do Partido Socialista, para a eleição presidencial de 2012, está pegando fogo. Ganha a democracia.
Desde que Dominique Strauss Khan saiu da corrida para eleição presidencial, François Hollande aparece como favorito.
Segundo o baromêtro mensal OpinionWay-Fiducial para o Le Figaro e o Canal de Informação LCI, publicado em 1° de setembro, o socialista registra 14 pontos na frente de Martine Aubry, atual Primeira Secretaria do PS.
Hollande aparece com 44 % das intenções de voto de simpatizantes de esquerda no primeiro turno da primária e 48 % de simpatizantes do PS. Quanto aos eleitores potenciais 42% dizem estar certo de votar nele.
Martine Aubry obtém 30% das intenções de voto de simpatizantes de esquerda e 31% dos simpatizantes socialistas. Dos eleitores potencias 29 % estão certos de votar nela.
Ségolène Royal, ex-mulher de François Hollande e mãe de seus filhos, e que concorreu com Nicolas Sarkosy nas últimas eleições, registra 13 % entre os simpatizantes de esquerda e 14 % entre os simpatizantes do PS. Entre os eleitores potencias ela registra 21 %.
Três outros candidatos concorrem nas primárias, Arnaud Montebourg e Manuel Valls e Jean Michel Baylet. Este último é o único candidato que não é do PS, mas que concorre na primária socialista. Bayle pertence ao PRG (partido radical de esquerda), mas que de radical só tem o nome. Atualmente está na coalizão de Sarkosy.
Dos três, somente Arnaud Montebourg ultrapassa os 5%. Com 7% de eleitores potenciais.
No segundo turno das primárias, François Hollande aparece com vantagem confortável e domina largamente Martine Aubry com 57% de intenção de votos entre os simpatizantes de esquerda contra 43% para Aubry, e 57% entre os simpatizantes do PS contra 43% para Aubry.
Quando se trata de eleitores potencias, a diferença entre os dois diminui. Hollande aparece com 53 % contre 47 % de Aubry. Entretanto, dizem os pesquisadores, a amostragem dos eleitores potencias é baixa, 222 votos, o que acentua os resultados.
Hollande foi Primeiro Secretário do PS. Honesto, discreto e franco, seria um bom presidente para França. Certamente causaria contraste com o jeito Sarkosy de governar.
Por falar nele, Sarkosy aparece nas sondagens bem atrás dos dois primeiros candidatos do PS.
Primárias são realizadas em países com democracia consolidada. O PT sempre defendeu esse modo de escolha de seus candidatos. Por que teria que ser diferente agora? Ganhar eleição é necessário, mas não a qualquer preço.
Enquanto, o PT faz tudo para evitar as primarias para escolha do candidato à prefeitura e São Paulo, na França, as primárias do Partido Socialista, para a eleição presidencial de 2012, está pegando fogo. Ganha a democracia.
Desde que Dominique Strauss Khan saiu da corrida para eleição presidencial, François Hollande aparece como favorito.
Segundo o baromêtro mensal OpinionWay-Fiducial para o Le Figaro e o Canal de Informação LCI, publicado em 1° de setembro, o socialista registra 14 pontos na frente de Martine Aubry, atual Primeira Secretaria do PS.
Hollande aparece com 44 % das intenções de voto de simpatizantes de esquerda no primeiro turno da primária e 48 % de simpatizantes do PS. Quanto aos eleitores potenciais 42% dizem estar certo de votar nele.
Martine Aubry obtém 30% das intenções de voto de simpatizantes de esquerda e 31% dos simpatizantes socialistas. Dos eleitores potencias 29 % estão certos de votar nela.
Ségolène Royal, ex-mulher de François Hollande e mãe de seus filhos, e que concorreu com Nicolas Sarkosy nas últimas eleições, registra 13 % entre os simpatizantes de esquerda e 14 % entre os simpatizantes do PS. Entre os eleitores potencias ela registra 21 %.
Três outros candidatos concorrem nas primárias, Arnaud Montebourg e Manuel Valls e Jean Michel Baylet. Este último é o único candidato que não é do PS, mas que concorre na primária socialista. Bayle pertence ao PRG (partido radical de esquerda), mas que de radical só tem o nome. Atualmente está na coalizão de Sarkosy.
Dos três, somente Arnaud Montebourg ultrapassa os 5%. Com 7% de eleitores potenciais.
No segundo turno das primárias, François Hollande aparece com vantagem confortável e domina largamente Martine Aubry com 57% de intenção de votos entre os simpatizantes de esquerda contra 43% para Aubry, e 57% entre os simpatizantes do PS contra 43% para Aubry.
Quando se trata de eleitores potencias, a diferença entre os dois diminui. Hollande aparece com 53 % contre 47 % de Aubry. Entretanto, dizem os pesquisadores, a amostragem dos eleitores potencias é baixa, 222 votos, o que acentua os resultados.
Hollande foi Primeiro Secretário do PS. Honesto, discreto e franco, seria um bom presidente para França. Certamente causaria contraste com o jeito Sarkosy de governar.
Por falar nele, Sarkosy aparece nas sondagens bem atrás dos dois primeiros candidatos do PS.
Primárias são realizadas em países com democracia consolidada. O PT sempre defendeu esse modo de escolha de seus candidatos. Por que teria que ser diferente agora? Ganhar eleição é necessário, mas não a qualquer preço.
Mercado financeiro e oposição condenam queda na taxa de juros
Por Dalva Teodorescu
O Banco Central diminuiu a taxa de juros em 0, 5%. Insignificante, para o setor produtivo, mas uma afronta para o mercado financeiro e a oposição.
Setores da imprensa e os partidos de oposição sempre criticaram a taxa de juros no Brasil, uma das mais altas do mundo.
Agora que o Banco Central decidiu diminuir os juros para enfrentar a crise internacional, a imprensa saiu anunciando o fim da autonomia do Banco Central.
O Estadão sempre defendeu a política de juros do BC, então não mudou de opinião quando em editorial viu ingerência política no BC.
Pior mesmo foi a atitude de Vinicius Torres Freire que ontem comemorou no jornal da Gazeta a decisão do BC, mas diante da choradeira do mercado financeiro mudou de ideia e hoje escreveu na Folha de São Paulo que, certa ou errada a decisão é esquisita.
Justiça seja feita à Folha de São Paulo que em editorial aprovou a decisão do BC e disse ser precipitado ver ingerência do Planalto.
No congresso os petistas comemoraram e a oposição criticou.
Chega a ser patético ver o tucano Álvaro Dias que sempre criticou os juros altos dizer que, nesse caso, ele preferia que os juros continuassem como estava.
O tipo de oposição boba, sem fundamento e na contra mão da opinião pública. Mas reconhecemos que é difícil fazer oposição quando a equipe econômica acerta.
O BC agiu bem, na opinião do presidente das indústrias e de inúmeros economistas.
Em 2008, o BC demorou a reagir e quando abaixou os juros muitos disseram que era tarde, porque a crise já tinha se instalado. Agora acharam cedo demais.
Durma com um barulho desses.
Náuseas no congresso
Por Dalva Teodorescu
A absolvição da deputada Jaqueline Roriz pelos seus pares foi mais que um golpe duro, foi nojento.
Sim, o nosso congresso dá nojo.
Dizer que o Congresso Nacional é uma vergonha nacional, é chover no molhado.
Há muito a opinião pública manifesta seu menosprezo pelos congressistas, que só legislam em causa própria. Mas dessa vez exageraram.
No entanto, não nos desesperemos, 166 deputados votaram a favor da cassação.
Um consolo. Mas quem são eles? Porque não se manifestaram publicamente?
Agora, Marco Maia, presidente da câmara disse que vai fazer uma campanha publicitária contra a corrupção.
É de chorar, até porque, a campanha deveria começar punindo a deputada com cassação de seu mandato. Era o mínimo.
Depois do vexame, vai fazer campanha com o dinheiro público.
É muito desprezo pela opinião pública.
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