domingo, 4 de setembro de 2011

As moscas na Folha ou: a ilustração que constrange

Por Dalva Teodorescu

A Folha não consegue fazer nada com elegância, ou com classe, como se diz. Lembra aqueles que para mostrar posses, exageram na maquiagem, nos apetrechos, na opulência.

Seus títulos têm sempre uma palavra a mais do que o evidente

Existe um ditado francês que diz: "La culture est comme la confiture, moins on en a plus o l’étale". Ou seja, a cultura é como a geleia, menos se tem mais se estende.

No caso presente me refiro á ilustração das moscas, de Andrés Sandoval, ao artigo do ex-ministro José Dirceu, publicado pelo jornal. É a ilustração que ultrapassa o bom senso. Denota a pobreza de espírito do conselho editorial do jornal.

Quem seriam as moscas? Os editores da Folha? Seus articulistas?

A Folha não conseguiu a elegância do Jornal de Heródoto Barbeiro, que entrevistou Dirceu em seu Jornal na Record News. Com perguntas incisivas, mas com respeito e profissionalismo, realizou “momento histórico da TV brasileira”, nas palavras do grande jornalista e homem de comunicação, Nirlando Beirão.

Segundo Beirão, matérias como a da Veja acabam fazendo de Dirceu um herói, prevendo de antemão que, depois da matéria, o ex-ministro seria ovacionado no congresso do PT.

Heródoto foi pioneiro em quebrar o banimento imposto a José Dirceu, pela TV. Hoje será a vez de Kennedy Alencar o entrevistar em seu programa da Rede TV.

A Folha não ia perder ponto se não colocasse a ilustração, ao contrário, sairia engrandecida com o justo espaço dado para resposta de José Dirceu.

Mas seu compromisso com forças do além (vai saber quais) a impedem de gesto de grandeza e de honestidade jornalística.



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