Por Dalva Teodorescu
No Brasil, quando se apoia um governo trabalhista ou políticas de cunho socialista logo se é taxado de Lulista ou Petista.
Fico pasma, pois os termos podem mesmo ser pejorativos.
Portanto não é difícil reconhecer que no governo do Partido dos trabalhadores o valor do salário mínimo está aumentando de forma progressiva e programas sociais de envergadura foram criados, o que resultou em uma redução significativa da extrema pobreza.
E, mais importante, acabou com a dívida do Brasil ao FMI, o que garantiu independência à política econômica brasileira.
Poderia ter feito mais, como a reforma agrária e uma reforma tributária justa, que permita maior divisão da renda, sem falar na diminuição da carga horária do trabalhador. Esta muito defasada em relação aos países desenvolvidos.
Para isso, teria de contar com uma base partidária de esquerda. Como supostamente não existe ideologia de esquerda e de direita, a base partidária se faz por interesses de circunstâncias.
O PSOL se une ao DEM e ao PSDB contra o PT e o PT se une ao PMDB contra os primeiros. E o comunista Aldo Rebelo se uniu ao aos ruralistas para aprovar o seu código florestal.
Todos perdem. Primeiro os próprios partidos, em credibilidade, em seguida a população que veem os direitos dos trabalhadores avançarem à conta gotas, ao sabor de interesses de grupos dominantes, como os ruralistas, os grandes empresários e, principalmente, os grupos financeiros.
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