Por Dalva Teodorescu
Os métodos utilizados pela revista Veja, em matéria sobre José Dirceu, não diferem daqueles usados pelo recém-extinto Jornal inglês, News of the World.
O cerne da matéria é a intriga armada pela revista de que José Dirceu estaria tramando contra Dilma.
O repórter invadiu a privacidade do hotel para obter imagens das personalidades políticas recebidas por Dirceu, em seu quarto de hotel, onde reside durante estadia em Brasília.
Não hesitou ainda em tentar, junto à camareira, obter a chave do quarto, tentando se passar por José Dirceu, segundo relatos da imprensa.
O ex-ministro fez boletim de ocorrência por tentativa de invasão de privacidade e o hotel quer saber como o repórter obteve as fotos.
A revista exagerou. No momento em que a credibilidade da imprensa anda bastante abalada, por conta dos escândalos envolvendo o News of the World, a matéria pegou mal e foi pouco comentada pelos pares.
O Jornal da Manhã, na radio Jovem Pan, e o Jornal de Heródoto Barbeiro, na Record News, deram destaque para o fato de Dirceu ter feito boletim de ocorrência e do repórter ter tentando entrar no quarto do ex-ministro da casa civil.
Comentaram ainda que José Dirceu não teria nada a ganhar com o enfraquecimento de Dilma.
Ou seja, tentaram se demarcar da revista e seus métodos, mas não fizeram nenhuma crítica contundente á revista. Como se fosse pecado criticar a Veja.
Muito diferente foi a atitude da revista francesa Mariana que, em 2006, classificou a Veja entre os dez órgãos de imprensa mais mentirosos do mundo. Segundo Mariana, naquele ano, a revista publicou oito matérias de capa sem apresentar provas dos fatos relatados.
Ainda naquele ano, o jornal O Estado de São Paulo publicou editorial onde chamava atenção da Veja sobre o fato de reincidir em denúncias sem provas. Além da questão ética, dizia o editorial, a atitude da revista comprometia a credibilidade da imprensa. No caso, tratava-se de reportagem dizendo que o então presidente Lula teria conta bancária em paraíso fiscal, o que foi logo comprovadamente desmentido.
É politicamente correto demonizar José Dirceu. Vale tudo. Não se trata aqui de defendê-lo, mas de lembrar que é o único homem público no Brasil que foi condenado, teve seus direitos cassados, e foi jogado aos cachorros, sem ser julgado.
Esperemos as verdades dos fatos pelo ministros do STF.
A seu favor José Dirceu pode dizer que não enriqueceu no governo. Outro fato que conta é que suas ex-mulheres e sua atual companheira sempre o defenderam.
Quando se trata do demônio, o mais comum são as ex-mulheres denunciarem os ex-maridos.
Quanto à Veja, é notório que perdeu muitos de seus assinantes. Mas surpreende que a revista seja mais um catálogo publicitário do que uma revista de notícias.
Saber-se que, hoje, andar com um exemplar de Veja nas mãos é estigmatizante porque revela falta de críticidade.
Fonte Plural é um espaço aberto ao debate sobre política nacional e internacional, artes e produção cultural. Dalva Teodorescu comenta notícias da chamada “grande imprensa” e temas de sociedade em geral. Sandro Pimentel divulga informações sobre artes visuais e produção cultural. Fernando Cardoso trará notícias de Teatro, Cinema e Gastronomia. Outros colaboradores trarão temas como Saúde Pública, Arquitetura, Drogas e Sociedade, Diversidade Sexual e Gênero.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
CENESEX e a evolução da política sobre diversidade sexual em Cuba
Dalva Teodorescu
Atualmente em Cuba, o Centro Nacional de Educação Sexual, CENESEX, conduz uma política nacional de defesa da Diversidade sexual e de proteção dos direitos de grupos minoritários como lésbica, transexual e homossexual.
Além de uma intensa campanha, através de manifestações públicas, o governo cubano garante, por exemplo, a assistência médica integral para aqueles que optam pela redesignação sexual (operação para mudança de sexo).
O Conselho Nacional de Sexualidade de Cuba é presidido pela filha de Raul Castro, Mariela Castro.
De fato, houve uma considerável evolução de políticas cubanas, que até a década de oitenta reprimia duramente os homossexuais.
Hoje, os homossexuais promovem manifestações públicas, reivindicando seus direitos em passeatas como a Gay Pride. No dia 5 de junho desse ano, o CENESEX promoveu um show de gays e transformistas no teatro Karl Marx, em Havana.
É interessante observar como as mudanças em Cuba podem ser radicais.
Outro exemplo que pode ser mencionado se refere às políticas de Cuba no combate à epidemia de AIDS que, por mais de uma década (1983-1994), promoveu o isolamento compulsório dos portadores do HIV.
Essa política foi revisada, em 1994, e o Programa Nacional de AIDS de Cuba caminhou para outro extremo, transformando seu Programa em um modelo na prevenção, no tratamento e no apoio social às pessoas afetadas.
Para mais informação sobre essas políticas do governo cubano visite o site CENESEX.com.
Atualmente em Cuba, o Centro Nacional de Educação Sexual, CENESEX, conduz uma política nacional de defesa da Diversidade sexual e de proteção dos direitos de grupos minoritários como lésbica, transexual e homossexual.
Além de uma intensa campanha, através de manifestações públicas, o governo cubano garante, por exemplo, a assistência médica integral para aqueles que optam pela redesignação sexual (operação para mudança de sexo).
O Conselho Nacional de Sexualidade de Cuba é presidido pela filha de Raul Castro, Mariela Castro.
De fato, houve uma considerável evolução de políticas cubanas, que até a década de oitenta reprimia duramente os homossexuais.
Hoje, os homossexuais promovem manifestações públicas, reivindicando seus direitos em passeatas como a Gay Pride. No dia 5 de junho desse ano, o CENESEX promoveu um show de gays e transformistas no teatro Karl Marx, em Havana.
É interessante observar como as mudanças em Cuba podem ser radicais.
Outro exemplo que pode ser mencionado se refere às políticas de Cuba no combate à epidemia de AIDS que, por mais de uma década (1983-1994), promoveu o isolamento compulsório dos portadores do HIV.
Essa política foi revisada, em 1994, e o Programa Nacional de AIDS de Cuba caminhou para outro extremo, transformando seu Programa em um modelo na prevenção, no tratamento e no apoio social às pessoas afetadas.
Para mais informação sobre essas políticas do governo cubano visite o site CENESEX.com.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Dilma Rousseff é a terceira mulher mais poderosa do mundo, segundo a Forbes
Por Dalva Teodorescu
A presidenta Dilma Rousseff é a terceira mulher mais poderosa do mundo, no ranking da revista Forbes, divulgado nesta quarta-feira.
A primeira da lista é a chanceler alemã, Angela Merkel. Em segundo está a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.
Dilma se distingue como a primeira mulher a liderar a maior potência econômica da América Latina
Na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo, segundo a Forbes estão oito chefes de Estado e 29 presidentas-executivas. Elas têm em média 54 anos e juntas controlam 30 trilhões de dólares. Vinte e duas delas são solteiras.
A presidenta Dilma Rousseff é a terceira mulher mais poderosa do mundo, no ranking da revista Forbes, divulgado nesta quarta-feira.
A primeira da lista é a chanceler alemã, Angela Merkel. Em segundo está a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.
Dilma se distingue como a primeira mulher a liderar a maior potência econômica da América Latina
Na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo, segundo a Forbes estão oito chefes de Estado e 29 presidentas-executivas. Elas têm em média 54 anos e juntas controlam 30 trilhões de dólares. Vinte e duas delas são solteiras.
“Taxez-nous” dizem os ricos querem pagar mais impostos
Por Dalva Teodorescu
Depois do bilionário americano, Warren Buffett, surpreender o mundo, com um artigo onde afirma que paga menos imposto do que seus funcionários, o que acha inconcebível, agora é a vez dos bilionários franceses lançarem um apelo pedindo para pagar mais impostos.
Eles são 18 a assinar um documento onde afirmam querer contribuir para a redução do déficit público francês. No documento afirmam que “no momento que o governo pede a todos um esforços de solidariedade, nos parece necessário de contribuir”. “Eles pedem a instauração de uma contribuição excepcional que atingiria os franceses mais favorecidos”.
O texto foi publicado na revista semanal francesa, Le Nouvel Observateur.
Parece irônico que o pedido de tributar as grandes fortunas tenha partido dos bilionários.
Sim, porque os políticos de direita em geral, seja no Brasil, Estados Unidos e Europa, recusam aumentar o imposto sobre as grandes fortunas.
Nos EUA recentemente o Congresso quase abalou a credibilidade do país porque os republicanos recusaram o pedido de Obama para que os mais ricos pagassem mais impostos, diante da crise econômica.
Bresser Pareira, quando foi ministro da fazenda no governo José Sarney, aventou com a ideia de tributar as grandes fortunas e grandes heranças, como se faz em todo país civilizado. Não segurou e caiu em 9 meses.
Bresser voltou a ser ministro durante todo o governo de FHC, mas nunca mais tocou no assunto. Era e ainda é um assunto tabu no Brasil.
Quando Lula assumiu a presidência, uma de suas primeiras medidas foi encaminhar um projeto de lei ao Congresso visando tributar as grandes fortunas. Foi um Deus nos acuda.
Jornalistas e parlamentares todos criticavam a medida e o projeto não passou. Foi uma das primeiras derrotas do governo trabalhista, então recém eleito. Nem um deputado saiu em defesa da proposta. Nem os do PT.
Nunca mais se falou no assunto, embora sempre surjam denúncias de que os pobres pagam mais impostos do que os mais ricos, no Brasil.
Agora que os ricos americanos e europeus decidiram, eles próprios, que querem pagar mais porque consideram que pagam muito pouco diante de suas fortunas, nossos milionários vão seguir o seu exemplo?
E será que nossos nobres parlamentares vão agora aceitar que se tribute grandes fortunas no Brasil?
Afinal, não foi dito que o que é bom para os EUA (e para os países ricos da Europa) é bom para o Brasil? Está aí um exemplo a seguir.
Segue a lista dos assinantes do manifesto francês :
Depois do bilionário americano, Warren Buffett, surpreender o mundo, com um artigo onde afirma que paga menos imposto do que seus funcionários, o que acha inconcebível, agora é a vez dos bilionários franceses lançarem um apelo pedindo para pagar mais impostos.
Eles são 18 a assinar um documento onde afirmam querer contribuir para a redução do déficit público francês. No documento afirmam que “no momento que o governo pede a todos um esforços de solidariedade, nos parece necessário de contribuir”. “Eles pedem a instauração de uma contribuição excepcional que atingiria os franceses mais favorecidos”.
O texto foi publicado na revista semanal francesa, Le Nouvel Observateur.
Parece irônico que o pedido de tributar as grandes fortunas tenha partido dos bilionários.
Sim, porque os políticos de direita em geral, seja no Brasil, Estados Unidos e Europa, recusam aumentar o imposto sobre as grandes fortunas.
Nos EUA recentemente o Congresso quase abalou a credibilidade do país porque os republicanos recusaram o pedido de Obama para que os mais ricos pagassem mais impostos, diante da crise econômica.
Bresser Pareira, quando foi ministro da fazenda no governo José Sarney, aventou com a ideia de tributar as grandes fortunas e grandes heranças, como se faz em todo país civilizado. Não segurou e caiu em 9 meses.
Bresser voltou a ser ministro durante todo o governo de FHC, mas nunca mais tocou no assunto. Era e ainda é um assunto tabu no Brasil.
Quando Lula assumiu a presidência, uma de suas primeiras medidas foi encaminhar um projeto de lei ao Congresso visando tributar as grandes fortunas. Foi um Deus nos acuda.
Jornalistas e parlamentares todos criticavam a medida e o projeto não passou. Foi uma das primeiras derrotas do governo trabalhista, então recém eleito. Nem um deputado saiu em defesa da proposta. Nem os do PT.
Nunca mais se falou no assunto, embora sempre surjam denúncias de que os pobres pagam mais impostos do que os mais ricos, no Brasil.
Agora que os ricos americanos e europeus decidiram, eles próprios, que querem pagar mais porque consideram que pagam muito pouco diante de suas fortunas, nossos milionários vão seguir o seu exemplo?
E será que nossos nobres parlamentares vão agora aceitar que se tribute grandes fortunas no Brasil?
Afinal, não foi dito que o que é bom para os EUA (e para os países ricos da Europa) é bom para o Brasil? Está aí um exemplo a seguir.
Segue a lista dos assinantes do manifesto francês :
Jean-Paul Agon, PDG de L'Oréal, Antoine Frérot, DG de Veolia Environnement, Denis Hennequin, PDG de Accor, Marc Ladreit de Lacharrière, presidente de Fimalac, Maurice Lévy, PDG de Publicis, Christophe de Margerie, PDG de Total, Frédéric Oudéa, PDG da Société Générale, Jean Peyrelevade, presidente de Leonardo France, Franck Riboud, PDG de Danone, Stéphane Richard, PDG d'Orange, Louis Schweitzer, presidente de Volvo e de AstraZeneca, Marc Simoncini, presidente de Meetic, Jean-Cyril Spinetta, presidente do Conselho de Administração de d'Air France-KLM e do Conselho de Vigilância de Areva e Philippe Varin, presidente do diretório de PSA Peugeot-Citroën. Claude Perdriel, presidente do Conselho de Vigilância do Nouvel Observateur e Liliane Bettencourt de L'Oréal.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
As acusações contra Strauss-Khan são oficialmente abandonadas
Por Dalva Teodorescu
O juiz Michel Obus de NY aceitou o pedido do procurador Cyrus Vance de arquivamento das acusações de estupro, feita pela camareira Nafissatou Diallo, contra o ex-chefe do FMI Dominique Strauss-Kahn.
A maioria do povo francês sempre acreditou na versão de Strauss-Kahn de que houve relação sexual, mas que foi um ato consentido.
No documento encaminhado ao juiz, divulgado pelo jornal Le Monde, o procurador afirma que a camareira “forneceu três versões inconciliáveis sobre o fato”.
Nafissatou Diallo atribuiu suas incoerências à erros de tradução do seu depoimento da língua fulani (falada na guiné) ao inglês ou de incompreensão do procurador.
Mas este argumentou que “a camareira mostrou inúmeras vezes sua capacidade de falar e de compreender o inglês” e acrescentou “que a credibilidade da acusadora não resiste a mais básica das avaliações”.
Além dessas divergências no depoimento, o procurador ressalta a tendência “persistente” de Nafissatou Diallo de fazer falsas declarações, como um estupro coletivo do qual foi vítima na Guiné, seu país de origem, que depois ela reconheceu ter “inventado completamente”.
“Num tal processo, diz o procurador, o fato da acusadora já ter feito um falso testemunho a propósito de uma agressão sexual é muito significativo”.
O procurador ressalta ainda que “a capacidade de Nafissatou Diallo contar esta ficção (o estupro coletivo) com total convicção convenceu investigadores experimentados”.
Por outro lado, o procurador ressalta que "as mentiras da acusadora portam igualmente sobre elementos que não são diretamente ligados ao fato, como suas condições de acesso à moradia ou a origem do dinheiro depositado em sua conta bancária”. “Não podemos fazer confiança nela" insiste o procurador.
Quanto às provas materiais da agressão, o procurador nota que elas têm um “valor limitado no que concerne os pontos chaves que são o uso da força e o não consentimento. As provas demonstram que o acusado teve uma relação sexual rápida com a acusadora, no dia 14 de maio de 2011. Mas isso não demonstra se a relação foi forçada ou consentida, e se pode corroborar o relato da acusadora”.
Este documento convenceu o juiz Michel Obus que decidiu arquivar o processo.
O advogado de defesa de Nafissatou Diallo vai continuar o processo na área civil, que prevê indenização por danos.
Com o arquivamneto do processo penal Strauss Khan está livre, e deve voltar à França dentro de 24 horas, diz o jornal Le Monde.
Desde ontem, membros do Partido Socialista anunciavam que Strauss-Khan dará grande contribuição aos rumos da economia francesa, nesse momento de crise.
Esperemos o desenrolar dos fatos.
O juiz Michel Obus de NY aceitou o pedido do procurador Cyrus Vance de arquivamento das acusações de estupro, feita pela camareira Nafissatou Diallo, contra o ex-chefe do FMI Dominique Strauss-Kahn.
A maioria do povo francês sempre acreditou na versão de Strauss-Kahn de que houve relação sexual, mas que foi um ato consentido.
No documento encaminhado ao juiz, divulgado pelo jornal Le Monde, o procurador afirma que a camareira “forneceu três versões inconciliáveis sobre o fato”.
Nafissatou Diallo atribuiu suas incoerências à erros de tradução do seu depoimento da língua fulani (falada na guiné) ao inglês ou de incompreensão do procurador.
Mas este argumentou que “a camareira mostrou inúmeras vezes sua capacidade de falar e de compreender o inglês” e acrescentou “que a credibilidade da acusadora não resiste a mais básica das avaliações”.
Além dessas divergências no depoimento, o procurador ressalta a tendência “persistente” de Nafissatou Diallo de fazer falsas declarações, como um estupro coletivo do qual foi vítima na Guiné, seu país de origem, que depois ela reconheceu ter “inventado completamente”.
“Num tal processo, diz o procurador, o fato da acusadora já ter feito um falso testemunho a propósito de uma agressão sexual é muito significativo”.
O procurador ressalta ainda que “a capacidade de Nafissatou Diallo contar esta ficção (o estupro coletivo) com total convicção convenceu investigadores experimentados”.
Por outro lado, o procurador ressalta que "as mentiras da acusadora portam igualmente sobre elementos que não são diretamente ligados ao fato, como suas condições de acesso à moradia ou a origem do dinheiro depositado em sua conta bancária”. “Não podemos fazer confiança nela" insiste o procurador.
Quanto às provas materiais da agressão, o procurador nota que elas têm um “valor limitado no que concerne os pontos chaves que são o uso da força e o não consentimento. As provas demonstram que o acusado teve uma relação sexual rápida com a acusadora, no dia 14 de maio de 2011. Mas isso não demonstra se a relação foi forçada ou consentida, e se pode corroborar o relato da acusadora”.
Este documento convenceu o juiz Michel Obus que decidiu arquivar o processo.
O advogado de defesa de Nafissatou Diallo vai continuar o processo na área civil, que prevê indenização por danos.
Com o arquivamneto do processo penal Strauss Khan está livre, e deve voltar à França dentro de 24 horas, diz o jornal Le Monde.
Desde ontem, membros do Partido Socialista anunciavam que Strauss-Khan dará grande contribuição aos rumos da economia francesa, nesse momento de crise.
Esperemos o desenrolar dos fatos.
O sorriso (de revanche ) de Alckmin
Por Dalva Teodorescu
Por ocasião do lançamento do Brasil Sem Miséria no Sudeste, o governador Geraldo Alckmin era só sorriso. Mal conseguia disfarçar a felicidade de estar promovendo o encontro “recheado de simbolismo”, como foi classificado pela imprensa.
O evento conduzido pela presidenta Dilma Rousseff, contou a presença do ex-presidente FHC, além dos governadores dos estados do sudeste.
Alckmin fez questão de retribuir o gesto de gentileza e elegância que Dilma havia dispensado à FHC, por seus oitenta anos. Disse que o período de disputa esta ultrapassado, graças ao patriotismo, generosidade e espírito conciliador da presidenta. Não é pouco.
No dia seguinte, o governador viajou em companhia de Dilma no avião presidencial, para inaugurar obras do programa Minha Casa Minha Vida, no interior de SP.
Alckmin continuava sorrindo. E com razão.
Uma pequena revanche. Alckmin foi humilhado pelos tucanos, aliados de Serra, que apoiaram Kassab na eleição para prefeito, de 2008, e foi chamado de caipira e provinciano, pela imprensa Serrista.
Hoje, Kassab é considerado traidor, porque esvaziou o PSDB paulista e Serra está fora do poder.
Já o governador de São Paulo surge como o político conciliador, que está impulsionando as políticas sociais no estado, através da parceria com o governo federal.
Toda tentativa de distenção entre o PSDB e o PT é benvinda e benéfica para o país. Isto é um fato.
Mas tem tucano morrendo de inveja desse movimento, não é mesmo José Serra?
Por ocasião do lançamento do Brasil Sem Miséria no Sudeste, o governador Geraldo Alckmin era só sorriso. Mal conseguia disfarçar a felicidade de estar promovendo o encontro “recheado de simbolismo”, como foi classificado pela imprensa.
O evento conduzido pela presidenta Dilma Rousseff, contou a presença do ex-presidente FHC, além dos governadores dos estados do sudeste.
Alckmin fez questão de retribuir o gesto de gentileza e elegância que Dilma havia dispensado à FHC, por seus oitenta anos. Disse que o período de disputa esta ultrapassado, graças ao patriotismo, generosidade e espírito conciliador da presidenta. Não é pouco.
No dia seguinte, o governador viajou em companhia de Dilma no avião presidencial, para inaugurar obras do programa Minha Casa Minha Vida, no interior de SP.
Alckmin continuava sorrindo. E com razão.
Uma pequena revanche. Alckmin foi humilhado pelos tucanos, aliados de Serra, que apoiaram Kassab na eleição para prefeito, de 2008, e foi chamado de caipira e provinciano, pela imprensa Serrista.
Hoje, Kassab é considerado traidor, porque esvaziou o PSDB paulista e Serra está fora do poder.
Já o governador de São Paulo surge como o político conciliador, que está impulsionando as políticas sociais no estado, através da parceria com o governo federal.
Toda tentativa de distenção entre o PSDB e o PT é benvinda e benéfica para o país. Isto é um fato.
Mas tem tucano morrendo de inveja desse movimento, não é mesmo José Serra?
Zapparam os governadores do RJ e ES do Programa Brasil sem Miséria no Sudeste
Por Dalva Teodorescu
No lançamento do Programa Brasil sem Miséria no Sudeste, a imprensa fez um zapping bonito nos governadores do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) e do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).
Os dois desapareceram das fotos e dos discursos sobre o Programa em seus estados. Ninguém soube se reclamaram ou não. Se sim, suas queixas não tiveram eco na mídia.
Um descalabro da informação seletiva de nossa imprensa.
O grande destaque foi para os tucanos Geraldo Alckmin, o anfitrião paulista, e Antonio Anastasia, de Minas Gerais.
Além, é claro, da grande manchete para o ex-presidente FHC ao lado da presidenta Dilma Rousseff.
O abraço dos dois ganhou foto Retrato no caderno Aliás, do Estadão de domingo.
Antes que as fofocas ecoassem de mentes férteis, a colunista Dora Kramer se antecipou dizendo que não existe nada entre os dois, a não ser cálculo político.
Ainda bem que ela avisou. Já pensou se anunciassem o noivado.
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