sábado, 6 de agosto de 2011

Datas comemorativas não podem estar a serviço do fundamentalismo

Por Dalva Teodorescu

Quando se escolhe uma data para comemorar o dia da consciência negra ou do índio o que se está afirmando é que essas populações são minorias, vítimas de preconceitos e de discriminação odiosa.

Não se justifica criar o dia da consciência branca como não se justifica criar o dia do orgulho heterossexual.

Ao que me parece os heterossexuais não estão sendo atacados nas ruas por sua sexualidade.

Mas a Câmara de Vereadores de São Paulo não pensa assim e, num gesto de provocação, aprovou simbolicamente, ou seja, sem o voto da maioria, o dia da consciência heterossexual.

São Paulo sofre com as enchentes, com a violência no trânsito e nas ruas, com a corrupção, com os baixos salários para médicos e professores, com falta de creches e hospitais, mas nada disso parece incomodar nossos ilustres vereadores.

Sem terem o que fazer ostentam seus machismos e seus fundamentalismos.

Um jogo perigoso para a democracia e para o respeito à diversidade.

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