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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
A desordem e a violência na Inglaterra
Por Dalva teodorescu
Os últimos dias temos assistidos cenas de extrema violência vindas da Inglaterra.
As cenas de saques, pilhagens e incêndios em lojas e prédios populares da periferia de Londres e outras cidades foram substituídas por outras igualmente violentas, praticada pela polícia.
David Cameron o primeiro ministro da Inglaterra pegou pesado no combate as cenas de vandalismo.
A TV francesa mostrava ontem a polícia entrando nas casas, arrastando as pessoas e as colocando no camburão. Mais de mil pessoas já foram presas. A maior parte é de jovens, filhos de imigrantes, sem emprego e vivendo a discriminação cotidiana.
Aqueles que residem em moradias de programas sócias serão desalojados e os que recebem ajuda social do governo perderão o benefício. Pobres famílias que muitas vezes não tem como controlar os filhos e vão sofrer as consequências.
Sociólogos, intelectuais assistentes sociais procuram intervir em favor das famílias, mas David Cameron não aceitou a intermediação.
O primeiro ministro pensa em ir mais longe e proibir a comunicação por SMS, quando se perceber que está a serviço do vandalismo.
O estopim da crise foi a morte pela polícia de um rapaz sem história de marginalidade.
Um sociólogo francês, no Jornal Le monde, viu nos atos de violência desproporcional dos jovens da periferia um rompimento com o líder da comunidade. Como acontece às vezes nas nossas favelas.
Mas entre os detidos havia também outro tipo de manifestantes, como a filha de um empresário branco e bem sucedido, juma professor do primário e um membro Polícia Metropolitana de Londres, também conhecida como Scotland Yard.
Os manifestantes pilhavam lojas bem precisas. Apropriavam-se de objetos de consumo altamente valorizado pelo desenfreado do capitalismo moderno. Objetos eletrônicos em geram, como celulares, tênis modernos etc. Supermercados foram poupados.
Todas as análises mostram que estamos diante de uma nova forma de violência urbana, que vis antes de tudo obter bens de consumo.
Ontem Clovis Rossi em artigo na Folha de São Paulo lembrava que não é diferente do já ocorre no Brasil e comparou com o caso do grupo de meninas de 5 a 12 anos, que na ultimas semanas em Vila Mariana. Bairro de classe média de São Paulo.
Ontem suas mães foram presas, porque elas eram menores de idade.
Pobres mães que saem para trabalhar e deixam seus filhos soltos num mundo sem fé nem lei.
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