sexta-feira, 15 de julho de 2011

O novo Teatro Municipal e os velhos hábitos que incomodam

Por

Juçara Amaral (coreógrafa e bailarina) e
Dalva Teodorescu


O Teatro Municipal não está respeitando uma norma, estabelecida durante a gestão da ex-prefeita Luiza Erundina, de liberar, antes do início do espetáculo, os lugares reservados que não foram ocupados.

É deplorável para os artistas e para o público, que só encontrou ingressos em galerias, observar fileiras inteiras vazias, na plateia e no Balcão nobre, após início do espetáculo.

Em geral, esses lugares são reservados á empresas que apoiaram a realização do espetáculo e isso é completamente normal e moral.

O que não é normal é não estabelecer normas condicionando a oferta do ingresso à necessidade de se chegar no mínimo meia hora antes do início do espetáculo. Passado esse tempo, o Teatro teria a disponibilidade de vender ou trocar os lugares, beneficiando aqueles que não conseguiram ingresso ou só conseguiram com visão prejudicada.

No Municipal, o cesso á sala de espetáculo só e permitido cinco minutos antes do início. Isto induz o público a chegar na última hora o que dificulta a sua acomodação. Depois de começado o espetáculo as portas continuam abertas, o que prejudica a concentração necessária para o evento.

Mas o respeito aos artistas e à atividade que se está promovendo deve ser dado primeiro por quem produz o espetáculo e por quem administra o Teatro.

Não é exclusividade do Municipal só abrir as portas no último minuto antes do espetáculo. Isso ocorre em vários teatros de São Paulo que concentram o público, espremido nas portas da entrada, como boiada diante da porteira.

Uma prática bizarra.

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