Por
Juçara Amaral (coreógrafa e bailarina) e
Dalva Teodorescu
O Teatro Municipal não está respeitando uma norma, estabelecida durante a gestão da ex-prefeita Luiza Erundina, de liberar, antes do início do espetáculo, os lugares reservados que não foram ocupados.
É deplorável para os artistas e para o público, que só encontrou ingressos em galerias, observar fileiras inteiras vazias, na plateia e no Balcão nobre, após início do espetáculo.
Em geral, esses lugares são reservados á empresas que apoiaram a realização do espetáculo e isso é completamente normal e moral.
O que não é normal é não estabelecer normas condicionando a oferta do ingresso à necessidade de se chegar no mínimo meia hora antes do início do espetáculo. Passado esse tempo, o Teatro teria a disponibilidade de vender ou trocar os lugares, beneficiando aqueles que não conseguiram ingresso ou só conseguiram com visão prejudicada.
No Municipal, o cesso á sala de espetáculo só e permitido cinco minutos antes do início. Isto induz o público a chegar na última hora o que dificulta a sua acomodação. Depois de começado o espetáculo as portas continuam abertas, o que prejudica a concentração necessária para o evento.
Mas o respeito aos artistas e à atividade que se está promovendo deve ser dado primeiro por quem produz o espetáculo e por quem administra o Teatro.
Não é exclusividade do Municipal só abrir as portas no último minuto antes do espetáculo. Isso ocorre em vários teatros de São Paulo que concentram o público, espremido nas portas da entrada, como boiada diante da porteira.
Uma prática bizarra.
Fonte Plural é um espaço aberto ao debate sobre política nacional e internacional, artes e produção cultural. Dalva Teodorescu comenta notícias da chamada “grande imprensa” e temas de sociedade em geral. Sandro Pimentel divulga informações sobre artes visuais e produção cultural. Fernando Cardoso trará notícias de Teatro, Cinema e Gastronomia. Outros colaboradores trarão temas como Saúde Pública, Arquitetura, Drogas e Sociedade, Diversidade Sexual e Gênero.
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